segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Epifania

caído no Esquecimento, amizade?
na escuridão, sonhos se elevam...
sonhos de um futuro próspero.
amizade? o medo é crescente!

ó, curta distância Infinita
afaste somente a saudade.
nessa meia noite desolada
novos Sonhos se formam!

música! sonhos! amizade!
o medo? o medo decrescente
a distância, um mero obstáculo

sonhos revigorantes,
músicas delirantes,
amigos? insubstituíveis!


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sangue


Da luz às sombras ele escorre
Seja por ódio ou por amor
Dentro do túmulo ele morre
Quando do estômago ele nasce, enorme é a dor

De vida ele é feito
O ódio é inevitável
Explode dentro do peito
Explode inesgotável

De gota em gota psicose
Na seringa até a última dose
Sangue, vermelho, como flor

Espinho, inesgotável dor
Medo, chega de psicose!
Do início ao fim overdose...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Verde

Verde de cor, verde no olhar,
Como a sorte, verde,
Não como o azar...
Verde na razão, verde na paixão.

Sapo, clorofila, crocodila
Seria verde uma emoção?
Ou algo a aspirar?
E o que seria verde então!

Vultos verdes a vadiar
Verde na esperança, verde no amar
Verboso, verdadeiro, vegetal
Verde no querer, verde sem querer

Talvez verde seja algo animal,
Ou seria verde algo canibal?
Algo passional, algo irracional
Sei apenas que verde é algo visual.

Eduardo de Freitas Siqueira